QUE SERIA DE UMA CIVILIZAÇÃO SEM MÚSICA
Gteixeira
Levando pedras para erguer muralhas e fortalezas, enfrentando animais ferozes
fortes e famintos, numa luta desigual, o homem antigo para se defender assim procedia, passava suas horas (se houvesse relógio?) o tempo, e sobrevivia mas não tinha nem poderia ter, pois sentimento ali era inexistente, os ouvidos entupidos de ceras e bichos, como seria possível no seu escutador de bolero atentar para a singeleza musical de versos como;
vem maninha
vou botar todinha
vê se guenta
essa porradinha.
Quer mais lirismo do que isso aí. Então receba, vamos pro engenho velho, de Brotas ou
de cana de açúcar ? aproveitar deste melaço, que maravilha se lambuzem de poesia, da rima, das métricas e assimétricas, do lirismo, dos versus e reversos de tudo mais que você achar de proveitoso para uma sensibilidade musical
Minha eguinha pocotó,
pocotó,
pocotó,
pocotó.
Mulher, espécie em extinção na versão dos poetas urbanos .
Só as cachorras, No mundo animal está em alta, várias raças, branca, negra, mulata, loira.
cruzam no cio ou fora dele.
Todo enfiado, todo enfiado – Nas cachorras ou na eguinha, pobre dos animais
Rala a tcheka no chão, rala a tcheka no chão – as genitálias não ficam desnudas, porém não voam rasante, as cachorras, e as egüinhas, vão em busca do seu..
Quadrado, ado, ado ado, cada um no seu quadrado.
Fiquemos enfiado, vejamos na terminologia, as musas da hipotenusa,
que são elas.
Muita poesia...
Dinha, Ninha, Inha,
Neguinha.
Ginha, Lekas e Tekas
Fado Vado Ado
Vido Fudi e Dido
Sexo, exo, nexo
Xi, isso é complexo.
De inferioridade ou de Édipo.
Quer mais.
Isso me funde a cuca, uca, nuca, suca,
Por favor paremos por aí, antes que eu dê um derrame,
Derra, arre, ame.
Vou desligar o sintonizador, antes que joguem mais dejetos em meus ouvidos , e dêem a descarga. Ah ah ah
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