quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

FELIZ NATAL, ROU, ROU ROU, ROU...

Tempo de festa, de fraternidade, as pessoas comungam o mesmo pensamento, as famílias se reúnem numa só euforia, a criançada, ah! essa então, na expectativa de um bom papai Noel.

Xii, e a chaminé, por onde ele vai descer? Será que ele sabe qual é o andar do meu apartamento? questiona Malcon Robert, filho de um abastado estilista de uma grande capital.

Foveiro, filho de um catador de lixo, hoje reconhecido como reciclador, nos seus 08 anos de idade, jamais recebera um presente digno, na creche, sempre ficava por último. A família? Ah, quem dera, nunca soube se tinha avó ou avô, nunca sentaram à mesa reunidos para confraternizar a data especial, seus presentes sempre foram os reciclados, trabalhados pelo pai, que ao ver as vitrines, ornamentadas e cheias de presentes e luzes, embalagens brilhantes, deixavam-no extasiado.

Quando será meu Deus, que um dia eu vou dar um bom presente pra meu filho?

Rufino nunca pôde sentar num banco de uma escola, fizera o Mobral (Movimento brasileiro pela alfabetização) saíra bem, suas notas eram razoáveis e boa; com dificuldade aprendera a ler e escrever, na conta era o tal, o dono da reciclagem sabia que com ele não ia levar vantagem, nem no preço e nem no peso. Mas era estóico, puxava sua carroça cheia de papelões e outros objetos (dejetos), aquilo não lhe completava, porém, sabia que não ia passar fome, necessidade sim, pois o básico às vezes lhe faltava.

Foveiro já estudava. Aos 8 anos começava a gaguejar as palavras fáceis de pronunciar.

CA + FE = CAFÉ BO+LA=BOL. A

TOR+TA=TORTA PU+DIM=PUDIM.

Paiê, o que é torta ?

Paiê, o que é pudim ?

Deixa prá lá menino, isso é coisa de livro, não se acha por aqui. “Tirava de tempo”, não deixando que na criança despertasse as suas necessidades

Enquanto isso, mesa farta, vinhos de longa safra, whisky importado, cerejas, passas, amoras, e outras iguarias que a elite se empanturra esquecendo a ponte de safena. Caras vermelhas, bochechas inchadas, a comilança e a troca de presentes; tudo faz parte desta e daqueloutras famílias reunidas à espera da ceia natalina. Os abraços, sorrisos, “Feliz Natal”...

Chega a hora do esperado momento: a troca de presentes, o Amigo Secreto. Dona Cacilda, gordalhona, em dietas do dia seguinte, olhos vidrados na mesa, ouve...

_ Cacilda, você tirou quem?

_ Não digo, senão perde a graça. - Responde de maneira ríspida.

Amélia toda pan, esguia e tísica qual um palito de fósforo, troca idéias com Rosália.

Menina, você viu, que ridículo, como veste uma roupa dessa, meu marido ñ ia deixar , nem pensar! ... A inveja a transpirar.

Neste tom de amizade e cavalheirismo, desconfianças e olhares, as pessoas se cumprimentam. Beijos , abraços e escárnios, fazem parte de uma anual rotina; a família, os amigos e convidados onde a falsidade e a hipocrisia batem nos sinos de Belém, esquecendo eles que os presentes não representam a essência dessa festa.

Lá fora, uma chuva fina e desproposital, cai, molhando um monte de papelão que serve de leito para muitos dos nossos irmãos desvalidos.

Por dentro, os sinos bimbalam avisando a chegada daquele que veio ao mundo num só pensamento.

Todos nós somos filhos de um único “ DEUS”

FELIZ NATAL.

Gteixeira

12/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O GARANHÃO DO RECÔNCAVO

O GARANHÃO.

Atenção, muita atenção. Nota de falecimento.

Anuncia o carro de som percorrendo as ruas daquela cidadezinha, pacata e ordeira,

“Acaba de falecer o Senhor Manoel dos santos aras”, mais conhecido por Nezinho, as suas esposas, Irenice dos santos Aras e Araci dos santos Ara, convidam para este ato de piedade cristã, saindo o féretro da Rua da Vaidade, dirigindo-se para a sua última morada, onde lá, ele receberá as homenagens. Estamos anunciando o falecimento de Manoel dos santos Ara, mais conhecido por Nezinho.”

Nezinho deixa como herança 2 sítios produtivos, criação de cabra e bode, mais alguns trocados por ele economizado, como pensão para as viúvas, para elas não passarem por aperto, além de um jumento, batizado por seleção, por seu pescoço ter duas pintas, na cor verde e outra amarela.

Contam as más línguas do lugar que, o velho tinha que comparecer pelo menos duas vezes por semana, para amenizar o fogo das donzelas, pois as moças, uma freqüentadora da igreja da matriz, beata convicta, a outra protestante da Igreja Universal. Sem pecado, era mais fogosa que Tereza Batista, D. Flor perdia feio, as meninas sapecavam no couro e o veio Mané não se contentava.

Acostumado na lida, após o trabalho, trazia sempre que voltava prá casa, na algibeira, coisas prá “home macho”, Arranca Toco, mandioca e Levanta defunto, para as meninas preparar chá de infusão, que lhe dava sustento e tesão. A do mijo, ah ah,ah, era sagrada, manhãzinha, galo cantando, sol despontando no horizonte, corria a mão pro lado direito, e lá estava uma periquita á espera, ao virar para o esquerdo, uma afronta, teria que dar conta do recado, deitada, peitos a mostra, mais em baixo, aquele alto relevo “capot de fusca” a espera do seu aconchego. E assim vivia Seu Mané, todo dia tinha que comparecer, se não...

Temente a Deus, cumprindo rigorosamente com as obrigações do templo protestante, varrendo terreiro, arrumando a casa, e lavando roupa, Ará, como era chamado pelo veio Mané, preparava quitutes deliciosos, a sua punheta (bolinho de estudante) era famoso, tanto sim, que levava para o pastor Bené, êta que delicia, ele se fartava, Vez por outra levava a penitente à sala de confissão, onde ali Ará era aconselhada a deixar o marido da sua irmã.

Contava ela, que Nezinho, dias alternados, após o trabalho, Seleção liberada dos afazeres, pronta para seu descanso diário, merecido, ele a esperava. No banheiro, sabonete no chão, torneira aberta, toalha no cabide talco na saboneteira, não fazia por menos, chibata na mão, bunda fresca ansiosa, aguardava aqueles momentos, carne lisa, seios pontiagudos, espuma a escorrer pelo corpo, descendo tal cachoeira a desaguar, formando um riacho de prazer, “água de morro abaixo, fogo de morro acima, mulher quando quer dá ninguém segura” e o couro comendo.

Ouvido colado na porta do banheiro, lado de fora, a mana mais velha sentia todo o ardor fogoso do gozo consentido, a mão a correr pelas partes íntimas, deixava-a toda molhada, sentindo as sensações, como se fosse recebedora das chibatadas do seu amante insaciável.

Desperta do seu idílio sensual ao ouvir o relincho inoportuno de Seleção, reclamando a presença do seu tratador. Atônita, peitos rijos fora da blusa, nádegas a roçar o cabo de vassoura, mãos operosas bulinando a vagina á mostra, líquido quente e viscoso escorrendo pernas abaixo.

- Valha-me Deus, vixe Maria, Satanás me possuiu de novo Pastor Bené.

-Tenho que pagar penitencia, senão o Diabo me espera na porta do inferno.

Bené se recompôs, camisas de manga comprida bem postada, calça preta, arriada, vai ao banheiro, ajeita-se, se vê no espelho. abaixo da axilas a Bíblia Sagrada.

Parte em direção a rua.

Em casa, sua filha menor faz a recepção.

- Papai, como foi a pregação...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

MÃO DE FERRO (2) o algoz

MÃO DE FERRO
O Algoz


Cidade pequena, pacata e ordeira
Ele é só o gestor.
Mas todos por aqui temem como feitor
suas ordens são cumpridas
as desordens também.
Lá vem ele chegando, pomposo,
barriga à mostra, camisa listrada
branco aparente, todos o respeitam.
Acenos, sorrisos.
Dia de festa,
a comilança saciando a fome dos carentes
No outro dia o desastre aparente.
Cumpra-se a ordem.
Trator ligado motor roncando, raivoso
cortadeira feroz, como se todos por aqui
fossem o algoz.
A cortadeira afiada atende e sacia
o cidadão honesto, não entende o que via
teria coragem de levar avante
tamanho gesto insano
“Pode derrubar, eu tô mandando
quem manda sou eu, derruba”
A turba enfurecida, corria sem saber para onde,
máquina ligada, choros, soluços, pedradas
porradas, ofensas, tumulto.
Trator monstro, cortadeira assassina.
O sorriso aparente, vitória esmagadora
No horizonte o sol fraco, aparecia
por entre os galhos da árvore que ficou
nua e vazia.

Gteixeira

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O GARANHÃO

O GARANHÃO.

Atenção, muita atenção. Nota de falecimento.
Anuncia o carro de som percorrendo as ruas daquela cidadezinha, pacata e ordeira,
“Acaba de falecer o Senhor Manoel dos santos aras”, mais conhecido por Nezinho, as suas esposas, Irenice dos santos Aras e Araci dos santos Ara, convidam para este ato de piedade cristã, saindo o féretro da Rua da Vaidade, dirigindo-se para a sua última morada, onde lá, ele receberá as homenagens. Estamos anunciando o falecimento de Manoel dos santos Ara, mais conhecido por Nezinho.
Nezinho deixa como herança 2 sítios produtivos, criação de cabra e bode, mais alguns trocados por ele economizado, como pensão para as viúvas, para elas não passarem por aperto, além de um jumento, batizado por seleção, por seu pescoço ter duas pintas, na cor verde e outra amarela.
Contam as más línguas do lugar que, o velho tinha que comparecer pelo menos duas vezes por semana, para amenizar o fogo das donzelas, pois as moças, uma freqüentadora da igreja da matriz, beata convicta, a outra protestante da Igreja Universal. Sem pecado, era mais fogosa que Tereza Batista, D. Flor perdia feio, as meninas sapecavam no couro e o veio Mané não se contentava.
Acostumado na lida, trazia sempre que voltava prá casa após o trabalho, na algibeira, coisas prá “home macho”, Arranca Toco, mandioca e Levanta defunto, para as meninas preparar chá de infusão, que lhe dava sustento e tesão. A do mijo, ah ah, era sagrada, manhãzinha, galo cantando, sol despontando no horizonte, corria a mão pro lado direito, e lá estava uma periquita a espera, ao virar para o esquerdo, uma afronta, teria que dar conta do recado, deitada de bruço, peitos á mostra, mais em baixo, aquele alto relevo “capot de fusca” a espera do seu aconchego. E assim vivia Seu Mané, todo dia tinha que comparecer, se não...
Temente a Deus, cumprido rigorosamente com as obrigações do templo protestante, varrendo terreiro, arrumando a casa, e lavando roupa, Ará, como era chamado pelo veio Mané, preparava quitutes deliciosos, a sua punheta (bolinho de estudante) era famoso, tanto sim, que levava para o pastor Bené, êta que delicia, ele se fartava, Vez por outra levava a penitente à sala de confissão, onde ali Ará era aconselhada a deixar o marido da sua irmã.
Contava ela, que Nezinho, dias alternados, após o trabalho, Seleção liberada dos afazeres, pronta para seu descanso diário, merecido, ele a esperava, no banheiro, sabonete no chão, torneira aberta, toalha no cabide talco na saboneteira, não fazia por menos, chibata na mão, bunda fresca ansiosa, aguardava aqueles momentos, carne lisa, seios pontiagudos, espuma a escorrer pelo corpo, descendo tal cachoeira a desaguar, formando um riacho de prazer, “água de morro abaixo, fogo de morro acima, mulher quando quer dá ninguém segura” e o couro comendo. Ouvido colado na porta do banheiro, lado de fora, a mana mais velha sentia todo o ardor fogoso do gozo consentido, a mão a correr pelas partes íntimas, deixava-a toda molhada, sentindo as sensações, como se fosse recebedora das chibatadas do seu amante insaciável.
Desperta do seu idílio sensual ao ouvir o relincho inoportuno de Seleção, reclamando a presença do seu tratador. Atónita, peitos rijos fora da blusa, nádegas a roçar o cabo de vassoura, mãos operosas bulinando a vagina á mostra, líquido quente e viscoso escorrendo pernas abaixo.
- Valha-me Deus, vixe Maria, Satanás me possuiu de novo Pastor Bené.
-Tenho que pagar penitencia, senão o Diabo me espera na porta do inferno.
Bené se recompôs, camisas de manga comprida bem postada, calça preta, arriada, ajeita-se, vai ao banheiro, se vê no espelho. abaixo da axilas a Bíblia Sagrada.
Parte em direção a rua.
Em casa, sua filha menor faz a recepção.
- Papai, como foi a pregação...
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domingo, 1 de agosto de 2010

MÃO DE FERRO

MÃO DE FERRO
Gteixeira

As coronárias do coronel
estão entupidas.
As ordens unidas estão separadas.
Os aquartelados estão desgovernados.
A caserna em polvorosa
mal espera ver a hora
do circo desabar.

Muito tempo de mando
e desmando.
A hora vem chegando
a aurora vai brilhar.
Os súditos sabem disso,
Um dia o pano cairá

O medo ainda impera
o chicote ainda açoita
sob os panos do pavor.

Mas o povo destemido
um dia erguerá
a bandeira da liberdade.
Sem fome e sem medo
gritará pela Cidade
num eterno festejar

domingo, 25 de julho de 2010

QUE SERIA DE UMA CIVILIZAÇÃO SEM A MÚSICA

QUE SERIA DE UMA CIVILIZAÇÃO SEM MÚSICA
Gteixeira

Levando pedras para erguer muralhas e fortalezas, enfrentando animais ferozes
fortes e famintos, numa luta desigual, o homem antigo para se defender assim procedia, passava suas horas (se houvesse relógio?) o tempo, e sobrevivia mas não tinha nem poderia ter, pois sentimento ali era inexistente, os ouvidos entupidos de ceras e bichos, como seria possível no seu escutador de bolero atentar para a singeleza musical de versos como;
vem maninha
vou botar todinha
vê se guenta
essa porradinha.
Quer mais lirismo do que isso aí. Então receba, vamos pro engenho velho, de Brotas ou
de cana de açúcar ? aproveitar deste melaço, que maravilha se lambuzem de poesia, da rima, das métricas e assimétricas, do lirismo, dos versus e reversos de tudo mais que você achar de proveitoso para uma sensibilidade musical
Minha eguinha pocotó,
pocotó,
pocotó,
pocotó.
Mulher, espécie em extinção na versão dos poetas urbanos .
Só as cachorras, No mundo animal está em alta, várias raças, branca, negra, mulata, loira.
cruzam no cio ou fora dele.
Todo enfiado, todo enfiado – Nas cachorras ou na eguinha, pobre dos animais
Rala a tcheka no chão, rala a tcheka no chão – as genitálias não ficam desnudas, porém não voam rasante, as cachorras, e as egüinhas, vão em busca do seu..
Quadrado, ado, ado ado, cada um no seu quadrado.
Fiquemos enfiado, vejamos na terminologia, as musas da hipotenusa,
que são elas.
Muita poesia...
Dinha, Ninha, Inha,
Neguinha.
Ginha, Lekas e Tekas
Fado Vado Ado
Vido Fudi e Dido
Sexo, exo, nexo
Xi, isso é complexo.
De inferioridade ou de Édipo.
Quer mais.
Isso me funde a cuca, uca, nuca, suca,
Por favor paremos por aí, antes que eu dê um derrame,
Derra, arre, ame.
Vou desligar o sintonizador, antes que joguem mais dejetos em meus ouvidos , e dêem a descarga. Ah ah ah

terça-feira, 20 de julho de 2010

OUVINDO MÚSICA SUAVE.
Gteixeira.


Ouvindo uma música suave, deslizando por sobre o meu corpo aqueles acordes sonoros, notas musicais corretas, fazendo com que os dedos ágeis deslizem sobre o teclado do instrumento, impingido em cada um deles canora nota musical.
Meu espírito estava despreparado para aquela sublime melodia, que, a cada segundo invadia o espaço, tomando todo o meu ser, fazendo com que a propagação do som o tornasse melancólica. Oh, como somos insensíveis, de onde vem este som puro, refinado, ao ponto de me deixar envolver.
Aí começa a viagem.
Porque não tenho ao meu lado aquela que eu queria que comigo estivesse neste momento ? se nada posso lhe dar, ao menos brindaria com o perfume celestial desta partitura angelical.
Piano, por que tocas em mim? que fiz por merecer passar em vida por este idílico momento, se a minha dor tu não consegues esconder.
Onde estará ela.?
Toca piano !, me leva ao êxtase, massageia todo o meu ser, deixa-o curado para que todos vejam que de suas teclas exalam perfumes sonoros, singelos e puros fazendo com que os homens reflitam. Ah vida, minha vida, onde deixei escapar.
Pelos dedos do artista vejo retornar todo fulgor da minha infância colorida, perdida entre o amadurecimento hominal e a busca incessante de crescer.
Toca piano, toca, estou a te escutar.
Sentindo o enebriar das notas invadindo meus tímpanos, tu me elevas as alturas.
Os virtuosos sabe a importância de uma sonata bem tocada.
Ele desliza seus hábeis dedos por sobre o teclado, de maneira que o mesmo sinta-se agraciado por aqueles momentos reconfortantes. Puro luxo.
Ele, mero instrumento não se dá conta do quanto é o seu poder de fazer seres humanos irem as alturas sem tirar os pés do chão. Levitamos só com a força dos seus acordes,
Não importa quem as escute, se pobre ou rico, feliz ou infeliz
Música suave, os amantes rodopiam nas pontas dos pés, olhos fechados, sente o mundo rodar, bom seria que esse tempo não acabasse.
O amor rende graças a este instrumento que traz graça, leveza, sutileza, harmonia, mansidão, complacência e atrela a seu redor amantes que buscam em fuga fugaz inebriados pelo aroma gracioso que só este instrumento tem o poder de proporcionar.
Sorriso de criança, tudo nele se faz canção ao vento, árvores frondosas recebendo seus lúdicos benfazejos fluídos. Idosos relembram áureos tempos em que os salões enchiam de moças e rapazes em busca do mais forte sentimento que dele dimana. A vida..
A orquestra começa a tocar uma canção trazendo todos os instrumentos em uníssono, Ele lá está em espera compassiva, silente, aguardando e sendo aguardado no momento pleno, como se as nuvens claras e o céu azul irrompesse o salão adentro no momento mais esperado por todos. E as notas fluem trazendo oa deleite todos que ali estão atentos expectantes.
Toca, piano toca, toca prá mim, a minha carencia se extingue ao soar de suas notas.
Felizes os que têem ouvidos de ouvir.