
ENTRE OS MUROS DO CONVENTO
Acorrem os fies aos domingos e demais dias santificados aos templos religiosos em busca da paz. Sequiosos para ouvirem palavras bentas, lenitivos para suas dores.
O templo repleto, cheios de boas intenções, vibrações positivas, palavras encorajadoras, o povo sedento, ávidos para beber nesta fonte em busca pela (da) paz, água para a fonte da vida.
Atentos, contritos, nenhum zumbido ouvia no ar, somente a voz do bom pastor, recebiam aquele bálsamo como tábua de salvação.
“Irmãos, estamos passando por momentos difíceis, em toda terra a miséria, a necessidade e a fome impera em nossa sociedade” brada a voz, arrastando um sotaque meio alemão, a portuguesado, fazendo eco, ecoante dentro do templo daquelas almas sofridas.
- Mamãe, porque o padre fala assim.?
- Cale a boca menino, dizer isso é pecado
Responde a matriarca, com seu tom castrador, inibindo qualquer reação da criança.
E o líder religioso continua sua pregação, alertando os fies da necessidade de sermos mais solidários, caridosos e benevolente.
Lá fora a violência campeia, assaltos a mão armada, seqüestros, brigas no trânsito, pedofilia, e vidas ceifadas, formam as manchetes dos noticiários jornalísticos e televisivos.
Mães protetoras em busca de segurança e educação para seus filhos, jovens puros, sorriso alegre, olhos brilhantes, não vê a hora de um dia ali estar, ao lado daquele que poderá ser o seu tutor, o espelho de onde virá os grandes ensinamentos, postulados como o dom da oratória, benevolência, castidade, a moral e os bons costumes, estudar e aprender, praticar os mandamentos maiores.
Em casa , despreocupada após longo e estafante dia cheio de afazeres, senta a frente da tv a espera da novela, de repente o noticiário em rede nacional, abala bem no fundo as fibras daquela mãe que sempre buscou o melhor, o mais seguro, uma educação de primeira, onde as drogas não o ameaçaria. Vê-lo brilhar, garboso e belo á frente do altar, seminarista, vestindo batina ou paletó preto, discreto, conduzindo seu rebanho como ela sempre sonhara.
Vaticano evita polêmica antissemita
“O porta-voz do Vaticano Raniero Cantalamessa comparou aqueles que acusam Bento 16 de envolvimento em casos de abuso sexual aos nazistas. Porta-voz do Vaticano disse que o padre não falou em nome do Papa. Mesmo na Semana Santa, o escândalo de abuso sexual de crianças por padres católicos continua a incomodar o Vaticano.
Grupos judaicos protestaram contra o padre Raniero Cantalamessa, que tem o título oficial de pregador da Casa Pontifícia e que na sexta-feira, comparou aqueles que acusam Bento 16 de envolvimento no escândalo, aos nazistas que perseguiram os judeus na Alemanha.
Disse que o padre Cantalamessa não falou em nome do Papa.
Nos Estados Unidos, o fundador de um importante centro judaico que documenta crimes ligados ao holocausto, disse que comparar as acusações ao Papa à perseguição dos judeus na Segunda Guerra é "uma completa distorção da história". .
A agência de notícias Associated Press divulgou, segundo a agência, nos anos 90, o então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento 16, teria recebido de um bispo do Arizona o pedido de expulsão de dois padres acusados de abuso sexual de menores. Em um dos casos, dois meninos de 7 e 9 anos teriam sido molestados dentro do confessionário.” (Jn/Rede globo 03/04/10)
‘VATICANO DEFENDE O PAPA FRENTE AOS CASOS DE PEDOFILIA”
“O Vaticano reagiu neste sábado ao que chamou de campanha agressiva contra o Papa.
Quem se manifestou foi o porta-voz. Frederico Lombardi classificou como um esforço agressivo de pessoas que tentaram ligar o papa Bento XVI aos casos de pedofilia dentro da igreja alemã.
O promotor da Santa Sé também deu uma entrevista a um jornal italiano, afirmando que as acusações são caluniosas. Mas reconheceu que nos últimos nove anos, três mil denúncias foram feitas contra padres por abuso de menores.
Nesta sexta, um jornal alemão afirmou que o papa acolheu um padre suspeito de pedofilia quando ainda era arcebispo de Munique, na década de 80. De acordo com o jornal, o papa teria aceitado a transferência do padre para a diocese, onde faria terapia.
Mas o padre acabou retornando o seu trabalho pastoral. Nesta sexta, um subordinado de Bento XVI, na época assumiu toda a responsabilidade pelo caso.
A igreja alemã já pediu desculpas às centenas de vítimas de pedofilia por padres,”
(Jn/Rede Globo – 13/03/10).”
. Por trás daqueles templos suntuosos, luxo e luxuria se misturam. As imagens sacras saltariam das pupilas se enxergasse a pouca vergonha dos libidinosos seminaristas, induzindo precocemente os puros, inocentes imberbes, sem espinhas no rosto, levando-os ao despertar da mais sagrada das funções que são as forcas genésicas.
Aturdidos, acuados, os jovens se vêem presa fácil para o gáudio dos presbíteros, padres, diáconos, monsenhores e senhores que deviam, servir como luz para aqueles que o seguem e serve. São simplesmente sombra na escuridão.
“A Santa Igreja reconhece que os seus subordinados praticaram atos de abuso sexual contra menores.”.
Santa heresia.
Santa podridão.
Vocês vão queimar tal qual os inquisidores queimavam áqueles que iam de encontro aos seus postulados.
Deus que perdoe os seus pecados.
Gteixeira.
