domingo, 25 de julho de 2010

QUE SERIA DE UMA CIVILIZAÇÃO SEM A MÚSICA

QUE SERIA DE UMA CIVILIZAÇÃO SEM MÚSICA
Gteixeira

Levando pedras para erguer muralhas e fortalezas, enfrentando animais ferozes
fortes e famintos, numa luta desigual, o homem antigo para se defender assim procedia, passava suas horas (se houvesse relógio?) o tempo, e sobrevivia mas não tinha nem poderia ter, pois sentimento ali era inexistente, os ouvidos entupidos de ceras e bichos, como seria possível no seu escutador de bolero atentar para a singeleza musical de versos como;
vem maninha
vou botar todinha
vê se guenta
essa porradinha.
Quer mais lirismo do que isso aí. Então receba, vamos pro engenho velho, de Brotas ou
de cana de açúcar ? aproveitar deste melaço, que maravilha se lambuzem de poesia, da rima, das métricas e assimétricas, do lirismo, dos versus e reversos de tudo mais que você achar de proveitoso para uma sensibilidade musical
Minha eguinha pocotó,
pocotó,
pocotó,
pocotó.
Mulher, espécie em extinção na versão dos poetas urbanos .
Só as cachorras, No mundo animal está em alta, várias raças, branca, negra, mulata, loira.
cruzam no cio ou fora dele.
Todo enfiado, todo enfiado – Nas cachorras ou na eguinha, pobre dos animais
Rala a tcheka no chão, rala a tcheka no chão – as genitálias não ficam desnudas, porém não voam rasante, as cachorras, e as egüinhas, vão em busca do seu..
Quadrado, ado, ado ado, cada um no seu quadrado.
Fiquemos enfiado, vejamos na terminologia, as musas da hipotenusa,
que são elas.
Muita poesia...
Dinha, Ninha, Inha,
Neguinha.
Ginha, Lekas e Tekas
Fado Vado Ado
Vido Fudi e Dido
Sexo, exo, nexo
Xi, isso é complexo.
De inferioridade ou de Édipo.
Quer mais.
Isso me funde a cuca, uca, nuca, suca,
Por favor paremos por aí, antes que eu dê um derrame,
Derra, arre, ame.
Vou desligar o sintonizador, antes que joguem mais dejetos em meus ouvidos , e dêem a descarga. Ah ah ah

terça-feira, 20 de julho de 2010

OUVINDO MÚSICA SUAVE.
Gteixeira.


Ouvindo uma música suave, deslizando por sobre o meu corpo aqueles acordes sonoros, notas musicais corretas, fazendo com que os dedos ágeis deslizem sobre o teclado do instrumento, impingido em cada um deles canora nota musical.
Meu espírito estava despreparado para aquela sublime melodia, que, a cada segundo invadia o espaço, tomando todo o meu ser, fazendo com que a propagação do som o tornasse melancólica. Oh, como somos insensíveis, de onde vem este som puro, refinado, ao ponto de me deixar envolver.
Aí começa a viagem.
Porque não tenho ao meu lado aquela que eu queria que comigo estivesse neste momento ? se nada posso lhe dar, ao menos brindaria com o perfume celestial desta partitura angelical.
Piano, por que tocas em mim? que fiz por merecer passar em vida por este idílico momento, se a minha dor tu não consegues esconder.
Onde estará ela.?
Toca piano !, me leva ao êxtase, massageia todo o meu ser, deixa-o curado para que todos vejam que de suas teclas exalam perfumes sonoros, singelos e puros fazendo com que os homens reflitam. Ah vida, minha vida, onde deixei escapar.
Pelos dedos do artista vejo retornar todo fulgor da minha infância colorida, perdida entre o amadurecimento hominal e a busca incessante de crescer.
Toca piano, toca, estou a te escutar.
Sentindo o enebriar das notas invadindo meus tímpanos, tu me elevas as alturas.
Os virtuosos sabe a importância de uma sonata bem tocada.
Ele desliza seus hábeis dedos por sobre o teclado, de maneira que o mesmo sinta-se agraciado por aqueles momentos reconfortantes. Puro luxo.
Ele, mero instrumento não se dá conta do quanto é o seu poder de fazer seres humanos irem as alturas sem tirar os pés do chão. Levitamos só com a força dos seus acordes,
Não importa quem as escute, se pobre ou rico, feliz ou infeliz
Música suave, os amantes rodopiam nas pontas dos pés, olhos fechados, sente o mundo rodar, bom seria que esse tempo não acabasse.
O amor rende graças a este instrumento que traz graça, leveza, sutileza, harmonia, mansidão, complacência e atrela a seu redor amantes que buscam em fuga fugaz inebriados pelo aroma gracioso que só este instrumento tem o poder de proporcionar.
Sorriso de criança, tudo nele se faz canção ao vento, árvores frondosas recebendo seus lúdicos benfazejos fluídos. Idosos relembram áureos tempos em que os salões enchiam de moças e rapazes em busca do mais forte sentimento que dele dimana. A vida..
A orquestra começa a tocar uma canção trazendo todos os instrumentos em uníssono, Ele lá está em espera compassiva, silente, aguardando e sendo aguardado no momento pleno, como se as nuvens claras e o céu azul irrompesse o salão adentro no momento mais esperado por todos. E as notas fluem trazendo oa deleite todos que ali estão atentos expectantes.
Toca, piano toca, toca prá mim, a minha carencia se extingue ao soar de suas notas.
Felizes os que têem ouvidos de ouvir.

A INATINGÍVEL

A INATINGÍVEL
Gteixeira

Sempre presente, Lá do alto está ela imponente, fazenda inveja a mais bela das mulheres. Sua posição é de uma postura ímpar, sempre elegante, sempre bem arrumada, airosa e bela, cercada de súditos. Á noite desponta trazendo inspiração aos poetas, bêbados, notívagos que sonham em tê-la nem que seja por poucos momentos
Femininamente bela, alguns tentaram alcançá-la, pegá-la, tocá-la, sentir mais a sua proximidade, não se contiveram, invadiram a sua privacidade, não respeitando limites, trataram-na como propriedade privada, tiraram pedaços, pisaram, maltratando-a. São uns insensíveis, não conhecem o perfume nem a sutileza de uma flôr , todavia, Ela não se deixou amedrontar por aqueles brutamontes, homens da ciência e da tecnologia, porém frios de emoção e de coração, frios de alma.
Os dias passam e Ela num eterno vai-e-vem, nem se incomoda se outro astro, intrépido, pérfido e corajoso, também traga consigo o seu vai-e-vem diário. Com Ela o amor irradia (a todos indistintamente, ) sentimentos que ninguém consegue traduzir.
Tú és eternamente flor.
Tu é eternamente feminina.
Tu és o astro que embeleza o céu, e os homens da terra, abarrotados de bens e afazeres, não se dá conta que sobre suas cabeças fervilhante na busca desenfreada do vil metal, insensivelmente, não observa o luzir radioso de nossa majestade.
‘DINDINHA LUA’.
De volta do trabalho, após um dia cansativo da janela do coletivo ...
18/04/2010